Igreja de São Francisco (Évora)

Igreja de São Francisco (Évora)

A atual igreja do convento de São Francisco foi construída no século XV em estilo góticomanuelino. Trabalharam aqui alguns dos mais importantes artistas do país, destacando-se o pintor Francisco Henriques, o arquiteto Diogo de Arruda e o escultor francês Nicolau de Chanterenne.
No século XVIII o esplendor barroco também se fez presente na talha dourada, no revestimento azulejar das paredes e no teto que Bacarelli pintou para a capela da Ordem Terceira. A extinção das ordens religiosas, em 1834, ditou o rápido declínio do edifício conventual.
No final do século XIX, grande parte do arruinado convento foi vendida a Francisco Barahona, que mandou construir as habitações ainda hoje existentes e colaborou generosamente no restauro da igreja e da Capela dos Ossos.

Capela dos Ossos

A Capela dos Ossos é uma das curiosidades deste grande monumento. Foi construída nos séculos XVI e XVII, no lugar do dormitório dos religiosos, partindo da iniciativa de três frades franciscanos que queriam proporcionar uma reflexão acerca da brevidade da vida. A capela é constituída por ossadas de cerca de 5 mil pessoas desenterradas das sepulturas do convento, das igrejas e cemitérios da cidade.
Com as obras de 2014-2015 recuperou-se o espaço do antigo dormitório e instalou-se um museu de arte sacra, a partir dos acervos do próprio convento e de outros conventos franciscanos eborenses extintos. Estão expostas obras de pintores como Francisco João e Antônio de Oliveira Bernardes, esculturas dos séculos XVI a XVIII, uma coleção de ourivesaria sacra da mesma época, num circuito da vida religiosa de Évora.
No andar acima do museu, encontra-se a grande coleção de presépios do Major-General Fernando Canha da Silva e de sua esposa D. Fernanda Canha da Silva, objeto da sua formação religiosa e de um protocolo com a Igreja de São Francisco. Nas duas galerias desta exposição, podemos ver centenas de presépios nacionais e internacionais de inúmeros artesãos, variadas composições e diferentes materiais, quer de caráter popular, quer de evidente valor artístico.

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