Museu Machado de Castro em Coimbra

Museu Machado de Castro em Coimbra

O Museu Nacional de Machado de Castro deve a sua designação ao conimbricense que foi escultor régio nos reinados de D. José, D. Maria I e D. João VI e o mais notável representante da escultura portuguesa do século XVIII.  O museu foi aberto ao público em 11 de outubro de 1913, ocupando os edifícios que, do século XII ao século XVIII, foram sendo construídos para residência episcopal e, em meados do séc. XX, se adaptaram à função museológica.

Particularmente notável é o criptopórtico datado do séc. I, que constitui a mais importante construção romana conservada em Portugal. O criptopórtico de Aeminium, antiga cidade romana, tem dois andares e foi construído sob o fórum da cidade, para vencer o desnível do terreno.

Na antiga arquitetura romana, um criptopórtico é uma galeria abobadada subterrânea ou semi-subterrânea. Os arcos de um criptopórtico serviam para sustentar estruturas localizadas na superfície, como um fórum ou uma villa, muitas vezes compensando um declive no terreno. Além da função estrutural, os criptopórticos podiam ser utilizados como lugares de estocagem de alimentos como carne e trigo, uma vez que eram espaços frescos e abrigados da luz.

Fortemente direcionado para a arte sacra, este museu tem janelas abertas para dentro (patrimônio interno) e para fora (patrimônio externo). As coleções espelham a riqueza da Igreja e a importância do incentivo régio.

As esculturas ocupam lugar de destaque, ilustrando com numerosas obras-primas, frequentemente em pedra de Ançã (pedra calcária de cor clara), o trabalho das melhores oficinas flamengas e a evolução das escolas portuguesas da Idade Média ao século XVIII. Destacam-se o Cristo Morto no Túmulo (proveniente do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha) e o Cristo Negro (proveniente do Mosteiro de Santa Cruz).

Muito impressionante também é a Capela do Tesoureiro (século XVI), demolida e posteriormente remontada no museu, e a Última Ceia em terracota, de Filipe Hodart (sec XVI).

Conta com uma importante coleção de ourivesaria sacra dos séculos XII a XVIII, incluindo o tesouro da Rainha Santa Isabel, a Custódia manuelina da Sé de Coimbra (1527) e a Custódia do Sacramento (século XVIII).

No que tange à joalheria, o acervo é essencialmente constituído por peças dos séculos XVI a XVIII oriundas de casas religiosas, onde deram entrada enquanto dote de noviça, oferenda, doação régia ou legado.

Há ainda os núcleos de pintura, cerâmica e têxteis, que se impõem com igual importância e representatividade.

Machado de Castro é um museu riquíssimo, muito organizado, com uma boa dinâmica para a visitação e um staff bem preparado, para orientar os visitantes.

Muito interessante! Uma atração a não perder em Coimbra!

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